Você tem uma página no Facebook? Não, é o Mark quem tem

Você sabia que quando entra no Facebook, está automaticamente concordando com os termos e regras da rede social, certo? Você sabia, também, que ao criar uma página na ferramenta, também concorda automaticamente com os “Termos de páginas do Facebook”, certo?

Se não sabia, principalmente no segundo caso, é bom correr para ler esses termos. A razão é simples: desde sempre o Facebook tem autorização para deletar sua página (sem aviso prévio) caso você descumpra algum desses termos, mas é nas últimas semanas que eles, de fato, estão tomando essa medida drástica.

Em práticas que você julga comum, como um publieditorial, um concurso, ou um simples pedido de likes ou share, você pode estar descumprindo as regras e colocando sua página em risco. Então é recomendável que você leia, leia de novo e leia mais uma vez os termos, para não ter que lidar com um decepcionante aviso de “página não encontrada” amanhã ou depois.

Mas, mais do que o perigo de perder sua página, esse momento traz uma discussão maior à tona: é hora de prestar atenção em quem, realmente, manda aqui.

O Facebook é visto pelas marcas e pelos geradores de conteúdo como uma oportunidade incrível, há quem ache tratar-se de um novo momento da web. Afinal, posso ter minha fanpage, criar meu conteúdo, divulgar minha produção, discutir com leitores… tudo isso sem sair da rede social. Para que ter um blog ou um portal, se o Facebook oferece tudo isso?

Claro que há muitas portas abertas pelo site do Mark, mas há pontos há serem discutidos. O que muitos não percebem é que nada daquilo, de fato, pertence a você.

Poxa, que legal, sua fanpage tem um milhão de likes – mas você já percebeu que ela não é sua?

Poxa, você tem cem mil subscribers, mas repare que seu perfil também não é seu.

O grande engano é acharmos que o Facebook é uma plataforma e que nós somos os publishers, enquanto, na verdade, o Facebook é o grande publisher de tudo que é divulgado ali e nós somos meros colaboradores. O conteúdo ainda é seu, mas eles podem usar como bem entenderem.

E nada mais decepcionante que não ter liberdade sobre sua produção. Depois de trabalhar, produzir e juntar seus milhares de leitores na sua página, você tem que seguir regras (super restritas, diga-se de passagem) para não perder tudo de um dia para o outro: não pode monetizar seu conteúdo, tem restrições para direcioná-los para seu site, não pode fazer concursos para viralizar sua página…

Sabe aquela preguiça que todo mundo tem de ler as letras miúdas? Agora é hora de deixar de tê-la. É inegável o valor do Facebook para a comunicação e interação com leitores, clientes ou usuários – mas é sempre bom deixar o deslumbre de lado por um tempo e, pensando racionalmente, planejar o melhor uso a ser feito da ferramenta. Afinal, grandes decepções, muitas vezes, são fruto de mau planejamento.

Fonte: Comunicadores por 

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