Executivos digitais custam menos

Líderes criativos de agências tradicionais custam mais caro que executivos de agências digitais, segundo estudo norte-americano

Um executivo digital sênior de uma agência nova-iorquina cobra de seus clientes, em média, US$ 350 por hora trabalhada. Criativos de mesma patente das agências tradicionais, porém, podem cobrar até o dobro disso. Esta é a conclusão de um estudo de 109 páginas realizado pela consultoria 4A, que se baseou nos valores cobrados por hora de serviço por agências.

A pesquisa mostra que, apesar de todas as teorias sobre uma possível escassez de talentos digitais no mercado de comunicação, muitos dos profissionais ligados a digital, mídias sociais e tecnologia ganham bem menos do que seus colegas de agências “tradicionais”.

Para chegar à conclusão, a 4A se baseou nas taxas de cobrança por hora trabalhada em 251 agências. Entre as participantes, estão Ogilvy, BBDO, Grey, JWT, Y&R, McCann e a Leo Burnett, além de butiques criativas como 72andSunny, CP&B, BBH, Mullen e Martin. Agências médias, digitais e de PR também foram consideradas, como SapientNitro, VML, Carat e Hill & Knowlton.

Foram considerados, também, novos cargos do universo digital. Entre eles, diretor de conteúdo, creative techonologist, desenvolvedor de mobile, blogueiro e gerente de estatísticas digitais. Nestes casos, os valores variaram de US$ 355 por hora de trabalho de um head de conteúdo a menos de US$ 200 para um desenvolvedor de mobile.

Repercussão negativa
A pesquisa atualiza informações coletadas no primeiro estudo sobre pagamento por trabalho, conduzido há três anos, e contemplou também dados sobre áreas como atendimento de contas, criação, analytics, digital, serviços de mídia e gestão de talentos. Esses dados foram analisados, posteriormente, levando-se em conta o tamanho e a localização das agências.

Quando foi publicado originalmente, em 2009, o estudo causou furor no mercado. Diversos executivos de agências norte-americanas disseram que o estudo se baseou em valores hipotéticos definidos pelas agências, e não no valor real pago pelos clientes. Muitos disseram isso para evitar represálias de clientes que, num período de recessão como aquele, já vinham apertando os cintos e diminuindo as margens de remuneração.

À época, defendeu-se também que aqueles eram valores brutos, que incluem gastos gerais – e que, portanto, não refletiam quanto chegava aos bolsos dos profissionais. Uma fonte do AdAge diz que apesar de o estudo recente da 4A servir de insight para anunciantes, reflete o quanto as agências gostariam de receber – e não o quanto elas de fato são remuneradas pelo seu trabalho.

Do Advertising Age

Fonte: M&M

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