O mundo é dos frugalistas

Eles preferem investir tempo para pesquisar produtos que ofereçam melhor custo-benefício. Para estudiosos da Wharton, este é um novo padrão mundial de consumo

As sucessivas crises econômicas têm provocado mudanças nos padrões até então tradicionais de consumo. Especialistas da Wharton (The Wharton School of the University of Pennsylvania, Filadélfia, Estados Unidos) acreditam que as pessoas estão mais dispostas a buscar preços baixos. Há quem diga que os consumidores retomarão os velhos hábitos quando a situação econômica melhorar. Alguns estudiosos, contudo, garantem que a transformação é permanente.

Já existe até um nome para esse perfil de consumidor: frugalista. A expressão define as pessoas que saíram fortalecidos da instabilidade econômica dos últimos tempos e hoje veem o valor de outra perspectiva. Elas não se endividam e tentam ficar dentro de seus orçamentos. Além disso, investem tempo procurando os melhores produtos, serviços e relação custo-benefício.

O barato está na moda

Os especialistas da Wharton explicam que os frugalistas preferem exibir roupas e acessórios feitos com gêneros mais baratos e de confecção simples do que esbanjar com peças caras e de grifes. Isso não quer dizer, entretanto, que eles não gostem de estar na moda. Segundo Barbara Kahn, diretora do centro de pesquisa interdisciplinar sobre a indústria da Wharton, trata-se do estilo abaixo do preço.

Consumo inteligente

As crises econômicas têm tornado os compradores mais autoconfiantes, de acordo com o American Pantry Survey, estudo realizado, no final de 2011, pela consultoria Deloitte e pelo Harrison Group, junto a mais de 4 mil consumidores. Hoje, as pessoas sabem o que querem e como obter o preço mais conveniente.

Alguns resultados da pesquisa refletem com fidelidade o novo perfil de consumo:

•    80% dos respondentes fazem pesquisas antes de comprar e calculam quanto dinheiro podem poupar de acordo com o lugar ou a loja escolhida;

•    66% só compram quando têm certeza de que os produtos desejados estão em oferta;

•    75% consideram que hoje são consumidores mais inteligentes do que há um ano;

•    80% ressaltam que a recessão os ajudou a perceber quais são as marcas que verdadeiramente importam e argumentam que, na maioria das vezes, não vale a pena gastar em produtos de primeira linha.
Referência: Revista Gestión

Fonte:  Portal HSM

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