Brasileiro deve gastar menos em 2012

Intenção de compra caiu em nove dos 12 itens analisados pela pesquisa O Observador

O brasileiro está mais cauteloso com as suas compras. De acordo com dados da sétima edição do O Observador – pesquisa realizada pela Cetelem BGN, empresa do grupo BNP Paribas, em parceria com a Ipsos Public Affairs – a intenção de compra das 1,5 mil pessoas entrevistadas no mês de dezembro do ano passado em nove capitais caiu de 40% em 2010 para 31% em 2011, considerando o item mais desejado pelo brasileiro hoje, a aquisição e móveis. A projeção de compra para os eletrodomésticos, o segundo bem mais desejado, também caiu de 38% para 30% no mesmo período.

A sequência de recuos continua nas áreas de lazer/viagem (32% para 25%), telefone celular (25% para 17%), tevê, hi-fi e vídeo (20% para 19%), computador doméstico (20% para 16%), decoração (19% para 12%), carro (18% para 15%) e ferramentas do tipo “faça você mesmo” (14% para 11%). Já a intenção de compra de propriedades, motos e equipamentos esportivos mantiveram-se estáveis, com índices de 11%, 9% e 7%, respectivamente.

De acordo com Paulo Cidade, diretor geral da Ipsos Public Affiars, esse recuo não indica uma diminuição no consumo e sim uma maior racionalidade nas decisões. “O brasileiro começa a construir uma cultura de consumo”, acredita o executivo. Esse cenário mais cuidadoso abre caminho para o aumento do investimento em educação, por exemplo, passada a euforia com o acesso à produtos e serviços nunca antes experimentados pelos brasileiros das classes C, D e E.

Segundo Marcos Etchegoyen, diretor presidente da Cetelem BGN, a mobilidade social verificada no Brasil desde 2005 impactou quase 64 milhões de pessoas, o equivalente à população da Itália. Somente de 2010 para 2011, mais de 2,7 milhões de brasileiros subiram da Classe D e E para a C, consolidando o losango como a representação do mapa social do País.

Hoje, a Classe C responde por 54% da população, com 103 milhões de habitantes, seguida pela D e E, com 24% de representatividade e 45 milhões de pessoas. A Classe A e B preenche a parcela restante de 42 milhões de pessoas e participação de 22% no total de quase 191 milhões de brasileiros. Foi justamente esse contingente formado hoje pela Classe C que alavancou o aumento da renda disponível do País em 2011. A elevação verificada nessa parcela da população passou de R$ 243 em 2010 para R$ 363 em 2011, alta de quase 50%. Na média do País, o acréscimo foi de 20%, o que indica uma maior contenção de gastos.

O maior gasto
O que mais pesou no bolso do brasileiro em 2011 foram as despesas com moradia. Os alugueis, por exemplo, ficaram 14% mais caros. Os gastos com serviços domésticos também tiveram um acréscimo expresso, para 29%, especialmente com a contratação de empregas, cujos valores superaram até mesmo as despesas com convênios médicos.

Internet
O acesso à internet cresceu de 24% em 2055 para 44% em 2011. A elevação é significativa, mas a pesquisa mostra que ainda há uma parcela de 56% da população desconectada, o que sinaliza o potencial ainda a ser explorado neste segmento.

Otimismo
O estudo conclui que o brasileiro ainda demonstra otimista com a expectativa do Brasil em 2012, mesmo diante de uma retração de 0,6 ponto na nota de avaliação do País (de 6,84 em 2010 para 6,25 em 2011), o primeiro recuo desde 2005.

Fonte: M&M

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s