Band quer crescer 30% e 3º lugar em 2012

Nova programação inclui seis novos produtos e investimento nos sucessos da casa

O lançamento da programação da Band para 2012 nessa terça-feira, dia 6, apresentou ao mercado seis novos produtos. A expectativa da emissora com a nova grade é ampliar em 30% o faturamento publicitário e reconquistar o terceiro lugar de audiência, hoje disputado pelo SBT e Record. “É difícil mudar hábito, e televisão é hábito. Estamos perseverando e crescendo, nosso objetivo número um é ser o terceiro lugar em audiência. Não me pergunte o número dois, é obvio, está implícito: seja neste ano, no ano que vem ou quando for, é chegar na frente de quem está na nossa frente”, afirma Marcelo Mainardi, diretor executivo comercial da emissora.

Entre os novos produtos da casa estão Conversa de Gente Grande, novo programa de Marcelo Tas, em que ele interage e entrevista crianças; Faz-me rir, um reality para descobrir “um novo grande talento do humor brasileiro”; o Perdido na Tribo, outro reality, desta vez disputado por três famílias que deverão se adaptar a condições difíceis em sociedades primitivas; e o Quem fica em pé, apresentado pelo jornalista José Luiz Datena, também apresentador do Brasil Urgente, em que um participante enfrenta outros dez em um game show de perguntas e respostas.

Também estreiam em 2012 as séries The Walking Dead e Camelot. Na faixa infanto-juvenil, a Band transmite quatro novos produtos, em parceria com a Nickelodeon: Fanboy e Chum Chum, Kenan & Kel; Drake & Josh e Big Time Rush. A partir do dia 12 de abril, a nova programação infantil terá duas horas de duração diárias. A novidade – se é que assim se pode chamar – na programação é o programa Pânico na TV (ex-Rede TV), agora Pânico na Band, com estreia prevista para o próximo dia 1º de abril.

Permanecem na grade os programas CQC, A Liga – com a substituição de Rafinha Bastos (agora na RedeTV e Fox) por Lobão e Cazé – além dos eventos Festival de Parintins, Miss Brasil, Miss Universo, e do Polícia 24 horas, Agora É Tarde e o vespertino Muito Mais, apresentado por Adriane Galisteu.

Eleições e Esportes

Mainardi afirma que a ausência de novos produtos jornalísticos na grade será recompensada com a cobertura eleitoral – editoria na qual a Band tem tradição, com os debates – e com o pacote de esportes. Além da Fórmula Indy, que neste ano ganhou o reforço de Rubens Barrichello, a Band transmite também a Eurocopa, a Liga dos Campeões da UEFA, os Campeonatos Carioca e Paulista, a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana. “(não ter lançado novos produtos jornalísticos) foi uma opção, porque temos que reunir nossas forças para crescer”, explica Mainardi. “E a própria eleição já um produto grande, a Liga, que permanece na grade, é um produto jornalístico e investimentos nele com a contratação do Lobão e do Cazé, além dos esportes”, completa. A concentração de produtos de entretenimento não preocupa Mainardi. “O nosso entretenimento é mais leve, mais novo, mais suave”, afirma.

Pânico na Band

A ida do Pânico para a TV Bandeirantes pegou de surpresa a RedeTV, que perdeu um de seus maiores faturamentos publicitários e a maior audiência da casa, há duas semanas. Na nova emissora, espera-se que os índices de audiência se mantenham. “Se a audiência do Pânico for a mesma que tinha na RedeTV, já estou muito feliz. Mas, sem falsa modéstia, acredito que vai ser maior”, prevê Mainardi. Para ele, não há riscos de sobreposição de oferta comercial com a presença de dois programas semelhantes – Pânico na Band e CQC – e nem de dependência de um mesmo público em dois dias seguidos (domingo e segunda-feira). “O CQC é um pouco mais sofisticado, mais classe AB; o Pânico já é mais BC. Na verdade, eles se complementam, não são conflitantes”, acredita o diretor. “A competição, quando existe, é maravilhosa e conseguir administrar essa competição dentro da sua casa é a melhor coisa do mundo”, afirma. Nem todas as cotas comerciais do Pânico estão vendidas, mas o departamento comercial acredita que até o lançamento todas elas já estarão fechadas. “A procura pelo CQC continua grande, e a do Pânico foi absurda. A qualidade dos anunciantes foi muito superior dos que estavam na RedeTV”, afirma.

Fonte: M&M

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