O uso das redes sociais no ambiente corporativo

Estava sem muita inspiração e então, por meio do Facebook, solicitei sugestões de temas para este post. Um amigo trouxe o tema acima para discussão e eu achei muito válido, pois muitas pessoas que conheço interagem ao longo do dia através de redes sociais. Isto está certo?

Após uma pequena busca, encontrei os seguintes números: 96% da geração Y (nascidos após 1980) utilizam redes sociais; um em cada oito casais norte-americanos se conheceu através de alguma rede social; a televisão levou 13 anos para atingir 50 milhões de espectadores, já o Facebook alcançou 750 milhões de usuários em apenas sete anos. Diante destes números assustadores, o que fazer?

No surgimento das redes sociais, houve um movimento quase que padrão nas corporações: os gestores de TI bloqueavam o acesso a todas as redes sociais sob o pretexto de inibir a perda de produtividade. Porém, hoje, as redes assumiram também um papel profissional, sendo uma importante ferramenta de pesquisa e publicidade.

Desta forma, as empresas foram pressionadas a liberar o acesso às redes sociais a seus colaboradores, mas ainda existe uma preocupação generalizada de como os funcionários estão utilizando essas redes.

As empresas nunca estiveram tão vulneráveis como agora, pois, por meio de um simples post, pode haver desde um vazamento de informações confidenciais até exposição inadequada da empresa ou marca, o que pode gerar um prejuízo imensurável para a companhia.

No começo de 2010, foi divulgado pela imprensa que um diretor da Locaweb foi demitido após postar mensagem no Twitter. Durante uma partida entre São Paulo e Corinthians, ele provocou a torcida do primeiro de maneira jocosa. O maior agravante deste episódio é que a Locaweb era uma das patrocinadoras do São Paulo naquele jogo… Resultado: demissão do executivo.

Veja que, no caso acima, estamos falando de um executivo. Imaginamos que, nesta posição, o profissional está totalmente envolvido com as normas e código de conduta da companhia, mas mesmo assim esse fato lamentável aconteceu. Hoje não importa o cargo que a pessoa ocupa, é muito provável que ela tenha acesso a um computador. Então o que fazer?

Tenho conhecimento de que algumas empresas já incluíram nos códigos de conduta um anexo sobre a utilização das redes sociais. Porém, fica quase impossível acompanhar o que os funcionários estão escrevendo ao longo do dia.

Acredito que ainda não estamos maduros nessa questão e apenas o tempo irá nos mostrar como se comportar neste ambiente inovador. A única coisa que nos resta  neste momento é apelar para o bom-senso das pessoas e debater muito o assunto dentro das empresas. Somente assim iremos tirar o máximo de proveito do que essas redes proporcionam e minimizar os chamados “escorregões”.

Poderíamos ainda abordar outro aspecto, pois além da preocupação da empresa, também temos que pensar sobre a reputação do profissional que está utilizando as redes sociais… Mas isto fica para um próximo artigo.

De Alexandre Silva

Fonte: Blog HSM

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