Temporada da F-1 abre espaço para marcas

Competição renova patrocinadores e busca outros apoiadores. Primeira prova, em março, no Bahrein, pode ser cancelada por causa de protestos no País

A Fórmula 1 está prestes a dar largada à competição de automobilismo mais disputada pelas… marcas. O problema, agora, se tornou outro: a primeira prova, marcada para o dia 13 de março, no Bahrein, pode não acontecer. Uma série de manifestações em Manama, capital do País, tem colocado em xeque a realização da prova. Nos últimos quatro dias, seis pessoas morreram durante os protestos. Milhares de manifestantes xiitas têm saído às ruas para pedir reformas políticas e melhorias econômicas. Os testes para esta primeira prova estão marcados para terem início no dia 3 de março.

Problemas políticos à parte, o ano está cheio de novidades para o circuito – que terá 20 provas, entre elas o GP do Brasil como última prova do calendário, e a estreia do GP da Índia –, uma nova marca ganhará destaque na TV: a Pirelli, que entra como fornecedora de pneus no lugar da Bridgestone, companhia inglesa que estava na F-1 desde 1997 e que teve monopólio no fornecimento de 2006 até 2010.

Segundo o jornalista Flávio Gomes, fundador do site “Grandre Prêmio”, especializado em automobilismo, “o ciclo da Bridgestone na Fórmula 1 acabou. Muito dinheiro foi gasto pela empresa na categoria e não havia mais interesse em renovar o contrato”. A saída da Bridgestone abriu as portas para a companhia italiana, que é agora fornecedora única da modalidade até 2013.

Equipes
A Fórmula 1 está programada para começar no segundo fim de semana de março, com os treinos livres tendo início na sexta-feira 11 e a corrida sendo disputada no domingo 13. O Grande Prêmio do Bahrein abre a temporada de 2011 do mesmo modo que terminou o ano de 2010: vida dura para escuderias menores e RBR, McLaren e Ferrari prontas para brigar pelo título novamente.

Outras equipes, que devem ficar fora da disputa pelo campeonato, geram desconfiança entre os amantes do esporte. Disputas judiciais, falta de patrocínio (ou pilotos “empurrados” por patrocinadores) e recentes maus resultados tiram o foco das pistas e ameaçam tornar 2011 mais um ano melancólico em suas vidas.

A Williams é um desses casos. Dona de glórias passadas, a escuderia de Frank Williams, equipada com o motor Cosworth – o mais fraco da categoria, segundo Flávio Gomes -, não vence um GP desde 2004, quando o colombiano Juan Pablo Montoya conquistou o Grande Prêmio do Brasil. Agora, o time conta com o veterano Rubens Barrichello e com o venezuelano Pastor Maldonado, um piloto que apesar de ter vencido a GP2 em 2010, não inspira tanta confiança. Maldonado trouxe o patrocínio da estatal petrolífera PDVSA, da Venezuela, e a Williams pode ter aberto mão de um piloto melhor para ficar com os milhões da empresa.

A Hispania, que no ano passado teve Bruno Senna como um de seus pilotos, apresentou o carro F111. Com nova pintura e inovações como a asa traseira ajustável, a carroceria não apresenta um ponto importante: o patrocinador. A escuderia, que não marcou nenhum ponto em 2010, ostentou um grande “This could be you” (Poderia ser você) na lateral e uma mensagem menor, “Your logo” (Seu logo), do lado da asa dianteira.

O grupo espanhol tem problemas também para arranjar um piloto, já que ele tem apenas o indiano Narain Karthikeyan. Mesmo assim, o presidente do time, Jose Ramon Carabante disse: “Estou muito orgulhoso do carro que nossos pilotos irão dirigir nesta temporada. Apesar do primeiro ano desafiador, nós conseguimos terminar em 11º lugar”.

Já a Lotus enfrenta uma crise de identidade. O empresário Tony Fernandes, mais conhecido por ser o fundador da companhia aérea Air Asia, trouxe a escuderia de volta à cena no ano passado, depois de mais de 15 anos fora da modalidade. Fernandes obteve autorização do Grupo Lotus para correr a F1 usando a marca. O empresário apostava no já consagrado nome da equipe, que deveria render boa exposição na mídia. Ele não contava, porém, com a revogação da licença por parte do Grupo Lotus, que decidiu comprar parte da Renault Formula 1, chamando-a de Renault-Lotus. Resultado: há uma briga na justiça pela utilização do nome Lotus e uma decisão sobre o caso só deve sair após o início da temporada.

TV
Para as transmissões dos GPs, a FOM, entidade que comanda a categoria, garante a captação de imagens em HD, uma novidade deste ano. No caso do Brasil, a TV Globo, que detém os direitos de transmissão da F-1, já renovou suas cotas de patrocínio: Petrobras, Mastercard, Renault, Santander e Schincariol vão estampar suas marcas durante as provas da temporada. Mas o número de empresas presentes na programação cresceu. Uma sexta cota de patrocínio foi criada pela emissora este ano e a operadora de telefonia móvel TIM garantiu-se também como patrocinadora. O valor de tabela de cada cota foi de R$ 59,8 milhões.

Confira aqui, as escuderias, os motores dos carros e os pilotos por equipe:

Ferrari (Ferrari) – Fernando Alonso e Felipe Massa

Sauber (Ferrari) – Kamui Kobayashi e Sergio Pérez

Lotus Renault (Renault) – Vitaly Petrov e Nick Heidfeld

Team Lotus (Renault) – Jarno Trulli e Heikki Kovalainen

STR (Ferrari) – Sébastien Buemi e Jaime Alguersuari

Mercedes (Mercedes) – Michael Schumacher e Nico Rosberg

RBR (Renault) – Mark Webber e Sebastian Vettel

Williams (Cosworth) – Rubens Barrichello e Pastor Maldonado

McLaren (Mercedes) – Lewis Hamilton e Jenson Button

Virgin (Cosworth) – Timo Glock e Jérôme d’Ambrosio

Force India (Mercedes) – Adrian Sutil e Paul di Resta

Hispania (Cosworth) – Narain Karthikeyan*

* Hispania ainda não tem segundo piloto

Fonte: M&M

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