Disciplinar os clientes ainda é preciso…

Dos últimos anos, temos visto uma enorme evolução do mercado publicitário. Este ano em especial, muitas mídias tem divulgado que o mercado publicitário esta em alta, com um aumento significativo de 27,25% no período de Janeiro a Maio de 2010 em relação ao mesmo período de 2009.

Também pudemos constatar que houve um aumento de faturamento, e que grande parte deste faturamento esta localizado nas grandes agências, como a Y&R, Euro RSCG Brasil, DM9DDB, Borghierh/Lowe, entre outras.

Porém, há uma nuvem que tem assombrado o mercado quando se trata de inovação. Pois o que se observa é que esta alta no mercado é normal, visto que e um período pós-crise econômica, a tendência era essa, de crescimento, e que o mercado como um todo mudou sua mentalidade e percebeu que é preciso fidelizar seu cliente, com atrativos que sempre coloquem o cliente como foco principal.

Escutando uma discussão sadia entre os diretores de criação das principais agências do país, percebe-se que á um consenso de que as grandes agências tem uma posição acomodada no mercado, e que por tanto, o nível de inovação de campanhas, ou idéias inovadoras para o cliente, acabam ficando cada vez mais restritas.

Outro ponto que atrapalha essa inovação são justamente os clientes, que ainda tem uma postura um tanto quanto conservadora, principalmente quando falamos em inovação de serviço ou de produto. É sempre questionado o ROI (return over investment), ou o prazo que é dado nos serviços.. Tudo isso é sim mensurável, e traz lucratividade ao cliente, porém é preciso ser feito da forma certa, com uma boa pesquisa, e com um planejamento adequado. Tudo isso, leva tempo, e um bom estudo sobre cada caso.

Enquanto o cliente não esta acostumado com processos longos de investigação, imersão e diagnóstico, nós precisamos discipliná-los para assim conseguir mostrar como o resultado é eficaz. Esse ato de disciplina, passa por processos de aceleração do trabalho de planejamento, afim de demonstrar que o trabalho realmente funciona, mesmo em prazos apertados.

Uma vez li em um livro que um cliente entra na agência e diz: “Preciso que bolem o próximo iPod para minha empresa!”, e os funcionários da agência respondem baixinho: “Precisamos que nos traga o próximo Steve Jobs”.

A idéia é essa, um equilíbrio, entre necessidade e execução, para que daqui a alguns anos, possamos olhar para o mercado, e observar que seu crescimento é fruto de um trabalho analítico e inovador, e por isso, a lucratividade é consequência.

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