Índice de decisão de compra no PDV cai para 76%

Dado integra a terceira edição do estudo ‘O Comportamento do Consumidor em Super e Hipermercados’, do Popai Brasil

O índice de decisão de compra no ponto de venda nos super e hipermercados brasileiros é de 76%, segundo a terceira edição da pesquisa do Popai Brasil “O Comportamento do Consumidor em Super e Hipermercados”, realizada em parceria com o Ibope Inteligência. Em 2004, o índice de decisão no PDV era de 81%, enquanto que em 1998, na primeira edição da pesquisa, o percentual era de 85%.

A pesquisa, apresentada ao mercado nesta quarta-feira, 6, em evento realizado na cidade de São Paulo, contempla informações sobre o perfil dos shoppers, os procedimentos de compra, o planejamento de compra e os impactos dos matérias promocionais e de merchandising nos pontos de venda.

Na opinião de Chan Wook Min, presidente do Popai Brasil, mesmo com a queda, o índice de decisão de compra do Brasil ainda é o maior em comparação com outros países. “Isso não desestimula as ações no PDV. Porém, temos que buscar maior eficiência em toda comunicação para rapidamente passar a informação e seduzir o consumidor”, analisa Min.

A queda do tempo médio de compra é apontada como um dos fatores para retração do índice de decisão. Com menos tempo para passar no estabelecimento, os consumidores programam melhor a visita. O levantamento apontou que o tempo médio de compra é de 34 minutos e 34 segundos. Em 2004, o tempo era de 48 minutos, enquanto que em 1998 era ainda maior, 1 hora e 18 minutos.

Apesar disso, os consumidores continuam comprando mais itens do que o planejado. A compra efetiva chega a ser 125% maior que a planejada. Enquanto os shoppers têm em mente comprar cerca de 3,5 itens, eles acabam levando para casa 7,9 itens, em média. No entanto, o valor total da compra fica em linha com o gasto pretendido no momento anterior à compra.

Ação promocional
No que tange o impacto dos materiais promocionais e de merchandising nos PDVs, a lembrança de ter visto peças do gênero em respostas sem estímulo foi de 49%. Em 2004, o percentual era de 42%, enquanto que em 1998 era de 44%. Já quando questionados com estímulo, o índice de lembrança subiu para 69%.

“A compra está mais objetiva, as pessoas passam menos tempo no PDV. Mas apesar do tempo de permanência ter diminuído, a lembrança de ter visto material promocional aumentou. O comportamento do consumidor está mudando e eles estão mais suscetíveis às peças de comunicação nos super e hipermercados”, diz Min.

A versão 2010 do levantamento está mais abrangente. O número de cidades passou de quatro (Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo) para nove (foram incluídas Campinas, Curitiba, Recife, Ribeirão Preto e Salvador), enquanto o número de lojas passou de 31 para 62. Assim como nos anos passados, foram realizadas 1860 entrevistas com homens e mulheres de 18 a 70 anos, das classes A, B, C e D. O levantamento foi feito em dois momentos: antes e depois da compra.

Fonte: M&M

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