TV paga busca novos modelos de negócios

No ambiente convergente entre TV paga, telefonia e internet, players debatem possíveis caminhos para gerar novas receitas

Os possíveis modelos de negócios no cenário que converge TV paga, serviços de telecomunicações e conteúdo gerado pela internet foram o tema de debate entre players da TV paga (que também oferece serviços de telefonia e dados) e internet no painel “A revolução da convergência”, da ABTA 2010, que acontece entre os dias 10 a 12 em São Paulo. Os modelos de negócio estão abertos, de acordo com os palestrantes, e outras fontes de recursos, e não apenas a receita publicitária, devem ser buscadas pela TV paga.

O global leader de entertainment e media partner da PriceWaterhouseCoopers, Marcel Fenez, disse que, desde a queda do faturamento publicitário ocorrida no mundo em função da crise econômica que se estendeu de agosto de 2008 até o final do ano passado, não houve recuperação dos valores históricos até 2008. Ao menos no mercado norte-americano, o faturamento publicitário não conseguiu se recuperar da queda da economia. Fenez sugere que as marcas terão que encontrar novos meios de chegar ao consumidor para cobrar por conteúdo: “tem que haver uma equação de valor e os consumidores somente pagam por aquilo que querem, e não por aquilo que as empresas empurram”, afirma. “Somos transportadores de bits e temos que monetizar isso. Para fazer isso, tenho que ter mais tráfego”, diz o vice-presidente e acionista da Blue Interactive/Viacabo, Marcelo Lacerda.

O diretor geral da Globosat, Alberto Pecegueiro, prefere falar em “evolução dos modelos”, e não em “novos modelos”. “O mercado brasileiro tem uma capacidade grande de se ajustar aos momentos. E evoluímos no empacotamento de conteúdo e flexibilização da oferta. A manutenção da ARPU (receita média por assinante) pressupõe, por exemplo, oferecer ao consumidor high end tecnologias como HD e oferta de pay-per-view mais diversificada”, exemplifica Pecegueiro.

Dentro desse modelo evolutivo, estão serviços como o video on demand (VOD), semelhantes ao lançado pela Telefônica/TVA, a programação não-linear (que foge à tradicional grade dos canais e pode ser feita conforme a demanda do assinante) e o 3D. Mas a receita advinda da evolução tecnológica, como o 3D, tende a se diluir a médio prazo, diz Pecegueiro, que promete, em até 15 meses, um canal exclusivamente 3D da Globosat. Se a tecnologia pode, a médio prazo, ser geradora de receita, o momento de adotar uma outra tecnologia depende de outros fatores, na opinião do presidente da NET Serviços, José Félix: “O 3D depende de banda. Não faremos 3D sobre as plataformas convencionais, e sim sobre plataformas que oferecem banda. O 3D é um grande comedor de banda”, argumenta.

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