“Marca” José Serra está com alerta ligado na internet

Relatório analisa saúde online dos candidatos à presidência e aponta reflexos das pesquisas de intenção de voto nos comentários dos internautas

Utilizada pela primeira vez em caráter oficial no processo eleitoral brasileiro, a internet é um campo a ser desbravado pelos candidatos. Ser bem visto pelos internautas reunindo notícias e comentários positivos é um desafio que depende da maneira como cada uma irá conduzir suas estratégias de comunicação e da consistência de seus planos de governo.

Em parceria com a empresa de monitoramento em redes sociais iGroup, o M&M Online fará um acompanhamento periódico sobre os comentários dos internautas, o que resultará em uma análise da saúde das marcas dos principais candidatos à Presidência da República durante a campanha que antecede o pleito de outubro. A ideia é ver qual será a influência da internet na escolha final dos brasileiros assim como quais serão os assuntos mais repercutidos na rede.

Resultados de um primeiro levantamento realizado entre os dias 24 de junho e 1º de julho, mostravam que a internet – em especial as redes sociais – trazia claros reflexos do que acontecia nas pesquisas de intenção de voto realizadas por renomados institutos. Enquanto José Serra contabilizava cerca de 40% de todo o volume de comentários expostos nesses canais, Dilma Rousseff reunia 49% e Marina Silva somava 11%.

O que faz a diferença aqui, contudo, é a quantidade de comentários negativos voltados a cada candidato. A queda do tucano nas pesquisas feitas por Ibope e Datafolha no mesmo período foi sentida na internet, onde 65% dos comentários feitos a respeito de Serra não tinham caráter positivo. Dilma, por sua vez, amargava 28% de share negativo e Marina 7%. Segundo Ricardo Almeida, diretor geral da iGroup, foram analisadas pouco mais de 33 mil ocorrências em uma semana.

Se o foco da análise muda para a quantidade de citações positivas, no entanto, Marina Silva aparece como a candidata proporcionalmente mais bem falada entre os três com 35% de share positivo. Dos comentários voltados a José Serra, apenas 26% foram positivos e, no caso de Dilma, 39%.

“O PT é alvo de muitas críticas e conseguimos sentir que, quando o Lula aparece fazendo campanha para Dilma, cresce o número de comentários negativos”, conta Almeida. “Já a Marina era praticamente nula nas redes sociais até bem pouco tempo atrás. Agora, para se ter uma ideia, ela já registra o dobro de ocorrências que Aécio Neves registrava quando ainda havia chances do político sair candidato à presidência pelo PSDB”, compara Almeida.

Índice de Saudabilidade
Ao analisar os comentários feitos pelos internautas no Twitter e na blogosfera, além do conteúdo publicado pela imprensa online, a iGroup também elabora um índice de saudabilidade da marca dos candidatos na rede. O resultado é a média entre os posts positivos e negativos em cada um desses canais.

Na semana que antecedeu o início oficial das campanhas eleitorais, José Serra aparecia com o sinal de alerta ligado com o índice de saúde de sua marca em 50,32%. No mesmo período, Dilma Rousseff registrava índice de 68,81% enquanto Marina Silva esbanjava 80,86% visivelmente colocada em uma zona de conforto. “Proporcionalmente a candidata pelo Partido Verde é menos citada na internet do que os outros dois principais concorrentes. Mas, no geral, as citações que fazem referência à Marina são mais positivas do que negativas”, comenta Almeida.

“Agora, com o final da Copa do Mundo e início oficial das campanhas, as eleições devem começar a ganhar mais atenção e esse cenário deverá se alterar semana a semana. Tudo vai depender de como os candidatos irão conduzir sua campanha. Quem será capaz de virar esse jogo é o que queremos descobrir”, diz.

Para chegar a esse percentual, a iGroup leva em conta a importância dos diferentes meios de acordo com o potencial de evangelização de cada um. Por isso, nessa escala, o Twitter aparece com peso de 40% graças à sua agilidade de propagação das informações e força de influência. A blogosfera, que recebe reflexos do Twitter filtrando as informações com análises mais aprofundadas, aparece com peso de 35%. Já a imprensa online, que recebe pouca influência de outros meios, mas conta com alto poder de formação de opinião, recebe a carga de 25% na hora da medição.

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