Base de banda larga brasileira cresce 27%

Redução de impostos para computadores e migração de conexões discadas para alta velocidade justificam a expansão

Em dezembro do ano passado, o Brasil chegou a pouco mais de 15 milhões de acessos de banda larga, numa expansão de 27% em relação ao ano anterior. Apenas no último semestre de 2009, foram contratadas 1,3 milhão de novas conexões de alta velocidade. Esses dados são do Barômetro Cisco da Banda Larga, pesquisa feita pela Cisco com o IDC, divulgada nesaa quinta-feira, 29.

Conforme o estudo, a manutenção da redução de impostos para PCs (até R$ 4 mil) e a migração de usuários de acesso discado (conexão dial-up ou de acesso estreito) para pacotes de banda larga mais econômicos foram os maiores motivadores do crescimento registrado no ano passado.

Na pesquisa, foram constatados alguns fatos sobre o mercado de banda larga brasileira. A velocidade média de conexão continua a aumentar, ano a ano. As taxas mais frequentes ainda são as de 512 Kbps a 999 Kbps (26,6% do total). Mas essas taxas devem ser superadas por conexões entre 1 Mbps e 1,999 Mbps. As conexões de 2 Mbps foram as que mais cresceram – 16,1% no primeiro semestre e 18,5% no segundo semestre de 2009.

O Estado de São Paulo é a unidade da federação com o maior número de acessos de banda larga, com 41,3% do total. A Região Nordeste aumentou a participação nacional e fechou o ano passado com 6,3% do total de conexões. Os preços da banda larga caíram, registra o estudo: as conexões de 20 Mbps (ADSL) baixaram de R$ 487,50 em janeiro de 2009 para R$ 189,90 em janeiro deste ano. No cabo, aumentou a velocidade: de 8 Mbps em janeiro do ano passado para 12 Mbps este ano.

A proibição, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), de novas vendas do Speedy da Telefônica no segundo semestre do ano passado fez com que apenas 455 mil novas conexões fixas fossem comercializadas. Por esse motivo, a banda larga móvel e via cabo (NET) venderam mais. No Brasil, a densidade da banda larga chega a 5,98% e a do Estado de São Paulo a 11,42%. Países europeus têm o dobro ou o triplo de densidade como a Alemanha (29,9%), Espanha (20,3%) e Irlanda (20,7%). A previsão da Cisco é que, mundialmente, até 2014 (ano da Copa do Mundo no Brasil), o vídeo móvel represente 66% de todo o tráfego de dados móveis.

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